No dia 19/03/2024, o Coletivo Técnicos em Ação!
(TeA!) promoveu live, oportunidade em que demonstrou ao vivo para um seleto
grupo de servidores do PJU as nocividades que uma reestruturação de carreira
com aumento de padrões de vencimentos infligirá a toda a categoria.
O Coordenador do TeA!, Mahatma Gandhi de
Siqueira Campos Cantalice, Técnico Judiciário, lotado na JF/PB, formado em
Gestão Financeira, pós-graduando em Matemática Financeira e Estatística e
ex-professor da disciplina Matemática Financeira, valeu-se da mesma Matemática
Financeira e da Heurística Matemática para fazer tal demonstração.
O objeto do estudo foram as planilhas
remuneratórias contidas em propostas apresentadas à Plenária da FENAJUFE,
havida na cidade de Belém/PA, em 2023, pelo próprio TeA! (com 13 padrões) e
pelo autoproclamado Coletivo 100-85-70 (esta com aumento de 7 padrões para
baixo, totalizando 20 padrões).
Vale dizer que os 8 últimos padrões da tabela
originária de 20 padrões do Coletivo 100-85-70 foram virtualmente semelhantes
aos valores correspondentes nos 13 padrões da tabela do TeA!.
O painelista explicou, de início, que quaisquer
dos valores apresentados muito dificilmente surgirão num caso concreto. Seria
exercício de vaticínio.
O que importou no ensaio foi o comportamento de
cada uma das propostas remuneratórias quando submetidas a iguais condições de
cálculo.
Toda a análise considerou a totalidade teórica
da carreira do servidor do PJU, que é 35 anos. Isso impôs projeção de ambas as
tabelas até o ápice de um padrão 35.
A Heurística Matemática se encarregou de sugerir
as condições que puderam viabilizar a análise matemática de ambas as planilhas:
1) foi empregado INPC do último 10 anos, em
especial, a sua médica anual ou taxa equivalente anual, para fins de
capitalização ou descapitalização de valores;
2) os valores dos topos das tabelas (do padrão
13 do TeA! e do padrão 20 do Coletivo 100-85-70) foram considerados como
representativos, o que demandou, para a apuração dos termos dos padrões acima as
suas capitalizações, com utilização do mencionado INPC equivalente anual.
O que resultou foi que, mesmo com 7 padrões a
menos, a tabela do TeA!, quando considerada a totalidade da carreira, abarcou
maior volume de dinheiro, demonstrando inequivocamente que o aumento de padrões
torna-se deficitário em relação a uma tabela que mantenha os atuais 13 padrões.
Esse é um alerta grave para toda a categoria do
PJU, vez que os defensores do aumento de padrões estão vendendo a falsa ilusão
(certamente, isso ocorre por insuficiência acadêmica na área) de que essa
mudança retornará maiores ganhos.
Seguem, em nome da transparência e para a boa publicidade,
o vídeo da live e réplica da Planilha Excel utilizada na feitura dos cálculos
na ocasião.
#NãoAoAumentoDePadrões

Clique aqui para visualizar/baixar a Planilha Excel utilizada na feitura dos cálculos.
